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terça-feira, julho 23, 2013

Pólo Aquático em Curitiba

Êta campinho ridículo esse que o Atlético Paranaense resolveu jogar, hein?

Impossibilitado de atuar na Arena da Baixada (dita como a primeira casa com ares europeus do futebol nacional) por causa das obras para a Copa do Mundo, o CAP vem mandando seus jogos pelo Brasileirão no estádio Durival de Britto, que pertence ao Paraná Clube (em que divisão está o Paraná mesmo?).

Se é que podemos chamar de estádio, porque o que vimos parecia mais um pasto. Com a chuva torrencial que desabou na capital paranaense então nem se fala: aquilo virou um piscinão. E o único esporte que eu conheço que se joga com bola dentro de uma piscina é pólo aquático. 

Não preciso nem dizer que o estilo de jogo do Corinthians fica deveras prejudicado nesse tipo de situação né? O toque de bola, a cadência, a paciência.... tudo isso foi pro espaço e pouco depois do começo do jogo já levamos 1x0. 

Era preciso mudar o estilo de jogo e fazer o velho e tradicional "feijão-com-arroz inglês", ou seja: bola chuveirada na área e seja o que Deus quiser! Mas o Timão não tinha nenhum atacante alto na área pra poder brigar pela bola. Muito pelo contrário: Se Guerrero ainda sabe fazer o estilo trombador, Pato já não tem nem altura, nem porte físico pra fazer essa função. O negócio dele é velocidade e bola no pé. 

Mesmo assim, nosso novo Camisa 8, Renato Augusto tratou de dar um toque de classe na partida. Jogada individual pela esquerda, puxou toda a marcação e serviu Pato pelo alto, livre entrando na área, cabeceando e deslizando junto com a bola para o fundo do gol. 

O jogo poderia ser esse, mas o Timão insistiu em tentar tocar a bola e aí, amigo, os paranaenses tiveram um 12º jogador em campo: as poças de água que se formaram em todo o gramado (?). 

No segundo tempo, a chuva deu uma trégua, o sistema de drenagem funcionou 30% e ainda pudemos ver alguns lances de futebol. Mas foi muito bizarro. Cassio ainda quase entregou o ouro em uma bola cruzada da direita, ele tentou encaixar, bateu roupa e Paulo Baier levou o "Troféu Mustela" da rodada.

Fora isso, Pato teve mais uma chance de virar o placar, mas parou no goleiro. E foi só. Pouco futebol, muita natação e um empate mixuruca que nos deixa ainda na zona intermediária da tabela. Agora é trabalhar essa semana, recuperar o Ralf, que não jogou devido a contusão e domingo lotar a Casa do Povo pra mais um show de bola em cima das "Fabulosas"... 

quarta-feira, junho 05, 2013

Tá Demorando pra Engrenar

Começou o Brasileirão, já meu!
Não deu nem tempo de comemorar direito o título paulista, e começou tudo de novo.

E nessas 3 primeiras rodadas, o Corinthians vem mostrando uma certa morosidade, lentidão... parece até que não quer muito jogo.


Tanto que, contra o Botafogo, em casa, e contra o Goiás, fora, foram os volantes que precisaram marcar para garantir um ponto ao Alvinegro. Curiosamente, Paulinho na primeira rodada, e Guilherme na segunda, fizeram a mesma função em campo, e foram os autores dos gols. 

Guilherme agora está tendo uma sequência de jogos, já que o Camisa 8 está na seleção brasileira para a disputa da Copa das Confederações (que vai parar o Brasileiro após a 5ª rodada). É um bom volante, e inclusive já teve comparações com o titular. Porém ele é menos apoiador que Paulinho, e o time sentiu a falta do "elemento surpresa" no jogo contra o Goiás.

Aliás, o Corinthians mostrou um futebol bem abaixo da média nos últimos jogos, e mesmo vencendo a Ponte Preta no último sábado (quando finalmente um atacante quebrou o jejum de gols), o Corinthians parece que está precisando muito dessa parada de 15 dias no campeonato para recuperar a forma física e poder entrosar o novo esquema tático.


Curiosamente, o Timão fez dois jogos aos sábados, no horário das 21h (popularmente conhecido por Jogo Balada). Na estréia, foi buscar o empate com o Botafogo, com a formação de sempre. O ataque formado por Romarinho, Emerson e Guerrero (depois Pato) foi inoperante e esteve num dos seus piores dias.

Contra o Goiás, o time teve uma atuação sofrível no primeiro tempo, quando deixou o Goiás chegar e arriscar do jeito que queria. O ataque foi formado por Romarinho, Emerson (depois Guerrero) e Pato. Maestro Douglas cansou de deixar o trio na cara do gol com lançamentos precisos, porém ninguém aproveitou. Emerson, irreconhecível, foi substituído com justiça, mas Guerrero pouco fez.

Já contra a Ponte, Emerson perdeu lugar para Pato. Mas o primeiro tempo não foi dos melhores. Na etapa final, Tite mais uma vez promoveu a entrada de Douglas no lugar de Romarinho, mas a mudança não surtiu muito efeito. Tite então colocou o camisa 11 em campo no lugar de Mestre Chicão, e a ousadia foi premiada: Sheik quebrava o jejum de gols do ataque em uma bela jogada individual.

Para o jogo desta quarta, contra o Cruzeiro, Tite vai promover a primeira grande alteração tática: sai o consagrado esquema 4-2-3-1 (com 2 atacantes recuados, que vem sendo usado desde os tempos de Mano Menezes) e volta o esquema tradicional 4-4-2, com 2 armadores e 2 atacantes de área. No caso, Danilo e Douglas; Pato e Emerson.

Como o time está demorando pra engrenar nessas primeiras rodadas, acho bastante válida a mudança tática, até para ter mais uma alternativa testada em caso de necessidade. A má notícia é Edenilson, que lesionou o joelho e só volta mês que vem.